
Por detrás das dunas pintadas
Jazem inertes as minhas ânsias
Ainda neles existe um pouco de ti que me faz tentar...
Que não leva mais que sonhos esquecidos
Quem os esquece, esquece a vida
É máquina,
que não se domina...
É-me difícil ver o mundo da janela,
Sem senti-la, correr à rua...
Sentir o vento gelado de uma manhã de Inverno,
Mas a cada dia algo dá ao pincel novas cores
Para que
se possa solucionar o osco da vida
Flores de zinco,
Florescem nesta selva urbana
Tão
artificiais como os que as rodeiam