
Nas torres de vidro,
Vagueiam almas,
Correm como formigas…
Não olham para trás,
Não esperam pelos que caíram
São seres sem humanidade neles…
Apressados vivem a vida num ápice,
Sentem o seu corpo cansado,
Mas não podem parar.
Foram muitos os que já tombaram,
Muitos os recordados por eles,
Mas já ficaram no passado
Porque agora olham em frente
Pois a "vida" tem de ser ganha...
Eu não quero ser como tais
Quero conquistar a vida, arrebata-la
Quero falar com cada pessoa
Deixar-lhe uma mensagem
Um calor que as recorde que vivi
Não quero ser apenas mais um a correr em direcção ao vento
Sem que seja em mim, gente.
Quero trazer um pouco de mim ao mundo
E deixa-lo marcado no profundo
Para que se lembrem que existi
Para que se lembrem de parar de olhar
De olhar e não ver,
De ouvir e não sentir,
De estar e não existir,
Para que parem de olhar para o rotulo da vida
E o rejeitem sem que a provem
Para que parem de dissimular aparências
E de olhar para elas
E sejam sinceras consigo mesmas,
Para que o mundo seja o mundo
Não apenas uma ilusão de um desejo profundo....