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O Livro

 

 

A inconstância do tempo
Manda no rumo da vida
Se temos limites, sofremos
Se não os temos, desesperamos
Cada dia é uma nova aurora
Um pouco mais do rastilho consumido
E a cada hora
Mais o medo e vestido
Mudar é um muro alto
Do qual temos fobia de cair
Sentir é uma fortaleza que temos receio de atravessar…
Mas o vento vem e vai
Passando por todos os pequenos sítios
Completando todos os espaços
Sendo que nunca se torna um lugar
E sempre igual a si mesmo
Sempre diferente de tudo o resto
Sempre sendo completo
Sempre colmatando
Queria ser como tal
Que cria para si sempre o seu momento
Nunca igual, nunca banal
Mas apenas sou
O que a minha alma atinge
O que a minha mente quer acercar
Dói-me querer e não chegar
Onde o coração quer ir
Tive medo, vi tudo partir…
Mas amanha será um novo dia
Neste deixo a minha tristeza
O medo, a desilusão…
Para que o amanhã tenha apenas o seu fardo…